Esporte

Atualizado em 26/04/2017 15:34

Compromisso de deputados com empresariado pode tratorar direitos trabalhistas; vereador pede mobilização

Se povo não se mobilizar, será esmagado por um trator

Com um Congresso formado por cerca de 80% de empresários e com a maioria dos deputados federais, eleitos para representar o povo, mas compromissados com a grande elite do empresariado, a reforma trabalhista se aproxima para  tratorar  os direitos trabalhistas conquistados nas últimas décadas, penalizando a parte mais fraca ? o assalariado. O alerta é do vereador Marcos Henriques, do PT de João Pessoa.

Ele conclama a sociedade para se unir na luta contra as reformas, dando uma resposta ao governo ilegítimo de Michel Temer (PMDB), que, segundo ele, tenta massacrar a população brasileira.

 As reformas são propostas por um governo ilegítimo e cabe a população de João Pessoa se mobilizar. O povo ou se mobiliza, ou será esmagado como por um trator. Os deputados que aí estão têm muitos compromissos com o empresariado. Eles estão pensando no poder. O Michel Temer está ameaçando, quando não, oferece cargos comissionados para que as pessoas não possam deixar de votar. Temos um Congresso hoje que é composto 80% de empresários, que estão legislando em causa própria, isso é importante dizer. Hoje você tem os banqueiros e os grandes empresários que deram um golpe de estado às custas dessas reformas que são os sonhos dos grandes empresários, e não da população , disse.

O parlamentar citou, entre as  mazelas  da reforma a criação de jornadas intermitentes, ou seja, apenas pagar a hora trabalhada, com a prerrogativa de precarizar as relações de trabalho, precarizar as relações de emprego, de poder deixar o trabalhador sem carteira assinada por quase seis meses e ainda acabar como FGTS.

 São os sonhos dos grandes empresários que está sendo realizado através da venda do nosso país. O povo está sim revoltado e eu tenho convicção que sexta-feira será um divisor de água no nosso país, onde iremos mostrar para o presidente golpista que não iremos admitir tantas mazelas contra os trabalhadores. Não aceitamos nenhum direito a menos , arrematou.