Federal

Atualizado em 25/10/2017 09:54

Placar provável entre os deputados paraibanos é de 7 x 5 a favor de Temer; Custo para salvá-lo alcança R$ 32,1 bi

A imprensa paraibana , fez um levantamento, onde aponta que se for mantida a escrita, a maioria dos deputados federais paraibanos vai votar para tirar o presidente Michel Temer (PMDB) da forca. Pelo menos seis dos 12 parlamentares já deixaram clara a intenção de votar a favor do relatório do deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG). São eles André Amaral (PMDB), Hugo Motta (PMDB), Aguinaldo Ribeiro (PP), Efraim Filho (DEM), Benjamin Maranhão (SD) e Rômulo Gouveia (PSD). Wilson Filho (PTB) promete proferir o seu voto depois de estudar bastante a denúncia formulada pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Por ela, Michel Temer e os ministros Eliseu Padinha (Casa Civil) e Moreira Franco (Governo) são acusados de obstrução de justiça e participação em organização criminosa.

Do lado oposto, contra o relatório e, consequentemente, a favor da tramitação da denúncia estão Veneziano Vital do Rêgo (PMDB) o primeiro a anunciar o voto contra o presidente, Luiz Couto (PT), Pedro Cunha Lima (PSDB), Damião Feliciano (PDT) e Wellington Roberto (PR). Todos votaram a favor da primeira denúncia, quando a PGR acusou Temer de corrupção passiva. São necessários 342 votos contra o relatório para que o Supremo Tribunal Federal (STF) seja autorizado a abrir processo contra Michel Temer, Padilha e Moreira Franco. Este número também é a marca necessária para autorizar o início da votação. Com pelo menos 172 votos favoráveis ao relatório, o presidente se livra da tramitação da denúncia. O governo trabalha com a possibilidade de conquistar de 260 a 270. Na primeira votação, conquistou 263.

Denúncia - No inquérito, Temer é acusado de tentar obstruir a justiça e liderar organização criminosa. O ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot sustenta na denúncia que o presidente Temer e os ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco, ambos do PMDB, foram os responsáveis por liderar um esquema de corrupção, envolvendo integrantes do partido na Câmara, com o objetivo de obter vantagens indevidas em órgãos da administração pública.

Custo para barrar denúncias contra Temer alcança R$ 32,1 bilhões

A negociação política para barrar duas denúncias criminais contra o presidente da República, Michel Temer, tem um custo que pode chegar a R$ 32,1 bilhões. Essa é a soma de diversas concessões e medidas do governo negociadas com parlamentares da Câmara entre junho e outubro, desde que Temer foi denunciado pela primeira vez, por corrupção passiva, até a votação da segunda acusação formal, pelos crimes de organização criminosa e obstrução da Justiça - o que está previsto para esta quarta-feira (25/10). Os dados foram divulgados nesta quarta-feira no jornal Correio Braziliense.

O preço para impedir o prosseguimento das denúncias supera em R$ 6 bilhões os recursos previstos por Temer para pagar parcelas de famílias beneficiárias do programa Bolsa Família ao longo do ano que vem. O programa de complementação de renda foi orçado em R$ 26 bilhões, em 2018. Também é maior do que o custo total para a construção da Usina Hidrelétrica Belo Monte, atualmente estimado em cerca de R$ 30 bilhões.