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Atualizado em 13/04/2018 13:31

Advogados da FPF pedem fim do sigilo dos autos para realizar defesa

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Os advogados Marcos Souto Maior Filho e Hilton Souto Maior Neto que estão defendendo a Federação Paraibana de Futebol diante da Operação Cartola fizeram um requerimento junto a 4ª Vara Criminal para pedir o fim do sigilo sobre os autos da investigação para que eles possam realizar a defesa da instituição que está sendo investigada.


Entenda o caso:

A Operação Cartola é resultado de mais de seis meses de investigações da Polícia Civil e do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Estadual (MPPB), tendo por objetivo apurar os crimes cometidos por uma suposta organização composta por membros da Federação Paraibana de Futebol, Comissão Estadual de Arbitragem da Paraíba (CEAF), Tribunal de Justiça Desportiva da Paraíba e dirigentes de clubes de futebol profissional da Paraíba.

Dentre as principais condutas investigadas, destacam-se a manipulação de resultados de campeonatos de futebol, adulteração de documentos, interferência em decisões da justiça desportiva (TJD) e desvio de valores oriundos de partidas de futebol profissional.

Em face do sigilo das investigações, os detalhes sobre o modo de atuação dos investigados, individualização das condutas e demais características da presente organização só poderão ser divulgados posteriormente, após a conclusão da fase investigativa e análise de todo o material apreendido.