Municipal

Atualizado em 13/06/2018 07:52

Caso da Lagoa: devolução de dinheiro é batom na cueca, diz vereador

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Ontem (12), em pleno Dia dos Namorados, quem lembrou de um caso de infidelidade, foi o vereador pessoense Bruno Farias (PPS) que comentou sobre a devolução em juízo, pela prefeitura de João Pessoa, de recursos federais à Caixa Econômica, relativos ao convênio para a revitalização da Lagoa do Parque Solon de Lucena, obra em que foi apontada superfaturamento. De modo criativo, o vereador fez uso de uma metáfora para dizer que o prefeito Luciano Cartaxo (PV) traiu a confiança da população da capital.

Embora o Dia dos Namorados não seja a data propícia para falar de infidelidade, o fato é que a devolução em juízo de mais de R$ 2,6 milhões, por parte da prefeitura, à Caixa Econômica Federal é o retrato da infidelidade de Cartaxo com o povo de João Pessoa. E essa devolução é a prova cabal do batom na cueca. Afinal de contas, quem não deve, não paga. Se a prefeitura pagou, é porque deve, é por que tem sim culpa no cartório. A prefeitura contesta o valor de R$ 10 milhões superfaturados e desviados apontados pelo relatório da CGU, também contesta a perícia da Polícia Federal, que chegou ao valor de mais de R$ 6 milhões superfaturados. Essa devolução em juízo é uma confissão de que, de fato, houve desvios e superfaturamento. Por isso, utilizando a metáfora, eu digo que essa devolução foi o batom na cueca. É a prova incontestável de que houve malversação do dinheiro público na obra de revitalização do Parque Solon de Lucena, disse Bruno.

Outra cobrança - A precarização de atendimento em unidades de saúde de João Pessoa está evidente não somente na questão da inexistência de medicamentos, na constatação de equipamentos quebrados, na falta de material de expediente, na protelação de cirurgias e na superlotação ? exemplo desses dois últimos itens é o Trauminha, em Mangabeira, é o que também pensa o vereador Bruno Farias (PPS).

Está também na desabilitação da prefeitura, pelo Ministério da Saúde, em inúmeros convênios, seja por perda de prazos, seja por formalidades não observadas na tramitação dos processos junto ao ministério, como disse à imprensa o vereador Bruno Farias.