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Atualizado em 10/08/2018 09:08

Dia do Basta retarda abertura de agências bancárias em João Pessoa

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As agências bancárias da Grande João Pessoa terão retardamento hoje no horário de abertura para o atendimento ao público, em virtude ao Dia do Basta, movimento nacional organizado por centrais sindicais e movimentos sociais, em protesto à privatização, corrupção e diversas questões que envolvem a classe trabalhadora no país. Conforme o Sindicato dos Bancários da Paraíba, as agências somente abriram às 11h, ao invés do horário normal das 10h.

Os trabalhadores protestam contra a política de preços da Petrobras e o aumento do gás de cozinha, os cortes pelo governo Temer nas políticas sociais e a liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu direito de concorrer à Presidência da República nas eleições de outubro. As entidades querem ainda a revogação da Lei 13.467, de reforma trabalhista, e da Emenda Constitucional 95, que congela gastos públicos por 20 anos.

A programação elaborada para a mobilização ao Dia do Basta será iniciada às 8h com um protesto dos servidores federais em frente ao Tribunal do Trabalho da Paraíba (TRT/PB). Após o ato, a classe trabalhadora segue pelas ruas do Centro de João Pessoa com destino a agência do Banco do Brasil da Praça 1817, onde vai acontecer um grande ato público e decisão sobre a continuidade do movimento no período da tarde.

Na Paraíba movimento conta com a Frente Brasil Popular, Povo Sem Medo, Central Única dos Trabalhadores (CUT), Nova Central (NCST) e a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

De acordo com o presidente do Sindicato dos Bancários da Paraíba, Marcelo de Lima Alves, durante assembleia geral extraordinária realizada no auditório da entidade, na última quarta-feira (8), a categoria decidiu rejeitar a proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) que ofereceu reajuste baseado na reposição da inflação acumulada. Nós tivemos uma assembleia bastante participativa, onde os bancários se posicionaram contra a ridícula proposta dos bancos que se negam a dar um reajuste real de salários a quem produziu esses lucros, continuam demitindo e ameaçam até não repor os dias de greve, caso a categoria cruze os braços ante a intransigência patronal.

Entenda o caso - A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) apresentou uma proposta que apenas cobre a inflação nos salários, PLR, vales e demais verbas econômicas, sem aumento real, na sexta reunião da mesa única de negociação, realizada ontem, em São Paulo. Também não garantiu que os bancários não serão substituídos por trabalhadores contratados de forma precarizada, a exemplo da terceirização.