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Atualizado em 17/08/2018 07:52

Uma pessoa é atropelada a cada 8 horas na Grande João Pessoa

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Até a primeira quinzena deste mês de agosto, foram registrados o equivalente a quase três atropelamentos por dia na região polarizada pela cidade de João Pessoa. Nos 12 meses de 2017, a média foi de 3,11 atropelamentos diários. Os dados são do Hospital de Emergência e Trauma da capital, apontando 1.136 estradas de vítimas por atropelamento no ano passado (com 46 óbitos) e outras 639 ocorrências somente nos oito primeiros meses de 2018, com 19 vítimas mortas.

Ou seja: a cada oito horas uma pessoa é atropelada na Região Metropolitana de João Pessoa. Segundo a Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana (Semob-JP) as principais causas de acidentes por atropelamento são desatenção no trânsito, tanto de pedestres quanto de condutores, uso de celular ao volante e falta de contato visual e gestual ao atravessar fora da faixa de pedestre.

Este mês foi comemorado o Dia Mundial do Pedestre, 8 de agosto, e a Semob-JP realizou várias atividades educativas para conscientizar a população. O diretor de Operações, Cristiano Nóbrega, relata algumas dessas ações. Realizamos trabalho educativo nas empresas e até nos fins de semana em igrejas. Estamos vendo a possibilidade de realizar uma nova campanha publicitária sobre a faixa de pedestre, disse.

Além disso, o diretor relata que existem falhas de ambos os lados e ressalta a importância da colaboração para que os riscos de acidentes diminuam. O pedestre deve ter cautela e fazer a travessia com segurança já que, muitas vezes, atravessam em cruzamentos. Acenar para os condutores para dar tempo de o motorista reduzir o excesso de velocidade, pois, nem sempre estão atentos. Já os motociclistas são mais propícios em provocar acidentes dessa natureza por imprudência. Às vezes procuram brechas para cortar caminho e invadem a calçada, considerada multa gravíssima, explicou.

Em João Pessoa, as áreas que têm mais registros de atropelamento de pedestres no ano de 2017 são Mangabeira, com 61 ocorrências; Centro, 46 ocorrências; e Cruz das Armas e Cristo Redentor, com 32 atropelamentos cada bairro.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) explica o procedimento padrão para uma vítima de acidente de trânsito. O primeiro passo é estabilizar a cervical da vítima no local e aguardar a chegada do motolância que faz o atendimento inicial e avalia a gravidade da situação e se precisa de uma ambulância de suporte avançado. O supervisor Allysson Adriano, da Central de Regulação do Samu, destaca que cada caso é muito específico e pode variar do leve ao grave.

Às vezes foi mais um susto, uma pancada leve com pequenas escoriações, imobilização de uma fratura, controle de hemorragia ou um problema neurológico; cada acidente é um caso. Os trotes para o Samu são um hábito desagradável que ainda acontece com frequência e prejudica o atendimento do Samu. Existem três tipos de trote: o feito por crianças que ocupa a linha por um tempo longo (cantam música, inventam uma história); o segundo tipo de trote é feito por adultos e, muitas vezes, informam um endereço errado, um ponto de referência que não existe. E o terceiro tipo é quando inventa algum problema mais grave como Acidente Vascular Cerebral (AVC) para ter um atendimento mais rápido, quando na verdade é uma febre, dor de cabeça forte.