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Atualizado em 30/11/2018 15:04

Ricardo crítica pacote de privatizações do novo governo e dispara: remédio que o mundo e o Brasil já conhece e não funciona

Governador da Paraíba criticou o novo pacote de privatizações anunciado pelo governo Bolsonaro

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O governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), em entrevista a Rádio Band News FM, nesta sexta-feira (30), falou a respeito do pacote de privatizações anunciado pelo novo futuro ministro da Economia, Paulo Guedes. No pacote, a expectativa do novo governo é de arrecadar aproximadamente R$ 8 bilhões para o Brasil, sendo uma das saídas para a crise que o país enfrenta. Ricardo rebateu, citando que esse modelo adotado é contraditório e que na verdade ele só vai continuar alimentando a crise financeira.

Essa modelagem, remédio que o mundo e o Brasil já conheceram em outros momentos de crise, se você vender o que tem, nem sai da crise e quando percebe não tem mais patrimônio. Alguém que é endividado em casa, vende a geladeira, o sofá; não resolve a crise, vai continuar alimentando e no final das contas não vai ter o que vender, disse o governador.

Na oportunidade, o socialista citou o exemplo da Petrobras, que segundo ele, é patrimônio da nação e não pode ser vendido, pois desarma o capital do brasileiro e entrega todo o poder aquisitivo a economia estrangeira.

Tem coisas, que na minha concepção, não se pode, nem se deve vender, pois pertencem à nação. Qual a grande disputa do mundo? Energia, petróleo; e como vai colocar para um grupo, com certeza estrangeiro, o controle de uma tecnologia que só ele tem, que é a exploração do petróleo em alta profundidade no mar, questionou Ricardo.

Por fim, o governador citou outros exemplos de gestões que tentaram privatizar o Brasil. Segundo o socialista, a tendência é apenas desmanchar o patrimônio do povo e não resolver o problema.

Mas você pegar uma Petrobras, quebrar o Banco do Brasil, desmanchar o patrimônio do povo? tenho restrições a isso. Já vi esse filme outras vezes e só quem ganhou era quem tinha dinheiro no particular. O público sempre perdeu, concluiu Ricardo Coutinho.