Barracas e quiosques nas praias de Cabedelo deverão ser removidos depois do próximo Carnaval

Todos os quiosques, barracas, traillers, toldos e outras estruturas comerciais similares, que estiverem instalados em espaço de uso comum na área de acesso e na faixa de areia das praias de Camboinha, Areia Dourada, Ponta de Campina e Formosa, deverão ser removidos após o próximo Carnaval. Nesta quarta-feira (06) aconteceu uma reunião entre o Ministério Público Federal (MPF) e a Prefeitura de Cabedelo.

O prefeito de Cabedelo, Vitor Hugo afirmou que pretende “estudar um reordenamento da orla e buscar um novo espaço para esses comerciantes” durante o prazo dado pelo MPF.

A recomendação do MPF é para que os estabelecimentos sejam removidos em 150 dias. Imediatamente, a prefeitura deve implantar rotinas de fiscalização e intervenção para que novas ocupações comerciais não venham a ocorrer e para que as ocupações irregulares já existentes não passem por expansão, reforma, relocação, reaproveitamento e transferência de titularidade.

A recomendação decorre do Inquérito Civil nº 1.24.000.000752/2014-97, que tramita no MPF com o objetivo de apurar a situação de inúmeras ocupações irregulares nas praias, todas localizadas em Cabedelo, provocando graves danos ambientais, inclusive às áreas de preservação permanente.

Anteriormente, essas irregularidades já haviam sido apuradas, resultando na expedição da Recomendação nº 150/2016 à Secretaria do Patrimônio da União, a fim de que adotasse imediatamente as providências administrativas cabíveis para a remoção das construções irregulares existentes em área de propriedade da União. Em 2018, em razão de acordo de não persecução penal proposto pelo MPF, diversos proprietários promoveram o recuo de seus imóveis para a desocupação de áreas da União na localidade, embora tais áreas estejam novamente sendo ocupadas de maneira indevida.

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