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Lucas Ribeiro paga R$ 29,5 milhões à associação comandada pelo secretário da Agricultura e parentes

O volume de recursos públicos direcionados à Associação Paraibana de Criadores de Caprinos e Ovinos (APACCO) sofreu um salto expressivo após Lucas Ribeiro assumir o governo do Estado e nomear o ex-presidente da entidade, Júnior Nóbrega, para a Secretaria de Estado do Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca (Sedap). Apenas nos primeiros oito meses de […]

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O volume de recursos públicos direcionados à Associação Paraibana de Criadores de Caprinos e Ovinos (APACCO) sofreu um salto expressivo após Lucas Ribeiro assumir o governo do Estado e nomear o ex-presidente da entidade, Júnior Nóbrega, para a Secretaria de Estado do Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca (Sedap).

Apenas nos primeiros oito meses de 2026, a APACCO já recebeu quase R$ 30 milhões (R$ 29.533.193,00), distribuídos em 34 empenhos, o que elevou a média por repasse para R$ 868 mil. Na comparação mensal, a média saltou de R$ 491,6 mil em 2025 para impressionantes R$ 3,69 milhões por mês em 2026 — um crescimento de 650%.

Os dados, disponíveis no portal da transparência do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB), revelam uma guinada acentuada nos repasses. Em 2025, a entidade recebeu R$ 5,9 milhões, divididos em 42 empenhos (média de R$ 140 mil por repasse).

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No entanto, com a mudança na gestão estadual e a ascensão de Júnior Nóbrega à titularidade da pasta — após ele ter posado ao lado do então vice-governador em dezembro de 2025 para a entrega do calendário da entidade —, os recursos se intensificaram na instituição. Atualmente, a associação é comandada por Andson Adriano Sousa Silva, que é sobrinho da mulher do secretário Junior Nóbrega.

O tratamento privilegiado à APACCO causa estranheza e questionamentos no setor produtivo, sobretudo quando comparado à pluralidade de entidades que tradicionalmente firmam parcerias com o Estado em eventos agropecuários.

O fato é que os críticos dessa farra com dinheiro público apontam que o governo deixa de lado o princípio da equidade ao concentrar cifras milionárias em uma única instituição gerida por aliados, secundarizando várias de outras associações de relevância no estado, a exemplo da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), da Associação Brasileira dos Criadores de Sindi (ABCSindi), do Núcleo Nelore Paraíba, da ABCMG, do Núcleo dos Criadores do Cavalo Pônei e da ABCCMM (Mangalarga Marchador).