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Panfletos apócrifos entram na mira da PF e Justiça Eleitoral; Felipe Leitão afirma que vídeos podem revelar responsáveis

A distribuição de panfletos apócrifos com acusações contra lideranças políticas de Bayeux e Santa Rita ganhou um novo capítulo nesta segunda-feira (28). O deputado estadual Felipe Leitão (MDB) afirmou que já existem suspeitas sobre os responsáveis pela produção e distribuição do material e revelou que imagens de câmeras de segurança podem ajudar a identificar quem […]

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A distribuição de panfletos apócrifos com acusações contra lideranças políticas de Bayeux e Santa Rita ganhou um novo capítulo nesta segunda-feira (28). O deputado estadual Felipe Leitão (MDB) afirmou que já existem suspeitas sobre os responsáveis pela produção e distribuição do material e revelou que imagens de câmeras de segurança podem ajudar a identificar quem participou da ação.

Os impressos começaram a circular no domingo (27), em plena reta final da campanha eleitoral. Em Bayeux, o material mira Felipe Leitão e a prefeita Tacyana Leitão (PSB). Em Santa Rita, aparecem acusações envolvendo o prefeito Jackson Alvino (PP) e outras lideranças políticas. As peças associam mudanças de apoio eleitoral a supostos benefícios financeiros, acusações que não foram comprovadas publicamente.

Imagens podem ser peça-chave

Segundo Felipe Leitão, o caso deixou de ser apenas uma guerra de panfletos e passou a envolver elementos que podem permitir a identificação dos responsáveis.

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O deputado afirmou que existem vídeos de pessoas distribuindo o material pelas ruas de Bayeux. Também declarou haver suspeitas sobre o local onde os panfletos teriam sido confeccionados e mencionou que um dos elementos analisados seria a utilização de papel semelhante ao encontrado em material relacionado à campanha de um candidato.

Felipe, porém, não revelou publicamente o nome do candidato ou de qualquer pessoa que esteja sob suspeita. Portanto, não há, até o momento, identificação oficial de autoria.

Caso chegou à Polícia Federal e à Justiça Eleitoral

Felipe Leitão informou que procurou a Polícia Federal após a circulação dos impressos. O episódio também chegou à Justiça Eleitoral.

Segundo informações divulgadas nesta segunda-feira, a juíza Angela Coelho de Salles Correia, da 76ª Zona Eleitoral de João Pessoa, determinou a interrupção da distribuição e a busca e apreensão dos panfletos.

A medida aumenta a pressão para que sejam esclarecidas não apenas a autoria, mas também a eventual origem, financiamento e logística utilizada para colocar o material nas ruas.

Guerra política na reta final

O episódio ocorre em um momento de forte movimentação na disputa pelas duas vagas da Paraíba no Senado.

Nos últimos dias, lideranças de Bayeux e Santa Rita alteraram seus posicionamentos eleitorais. Tacyana Leitão passou a declarar apoio a João Azevêdo e Nabor Wanderley, enquanto Jackson Alvino também se aproximou do grupo de apoio a Nabor.

Foi justamente nesse contexto que os panfletos começaram a circular, fazendo acusações sobre suposta “venda” de apoios políticos.

O que falta esclarecer

Apesar das declarações de Felipe Leitão, não há confirmação pública de quem produziu, financiou ou distribuiu os panfletos.

Agora, a investigação deverá esclarecer três pontos centrais: quem confeccionou o material, quem financiou a produção e quem coordenou a distribuição nas duas cidades.