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Inter resiste à pressão do Corinthians, empata em Itaquera e avança às quartas da Copa do Brasil

O Inter está nas quartas de final da Copa do Brasil por méritos da entrega do grupo. Em uma derrota por 2 a 1 para o Corinthians, o time comemorou a classificação na noite de quinta-feira graças à resiliência e à entrega para suportar a pressão na Neo Química Arena. Uma combinação que vem pela estratégia de Paulo Pezzolano. O […]

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Inter está nas quartas de final da Copa do Brasil por méritos da entrega do grupo. Em uma derrota por 2 a 1 para o Corinthians, o time comemorou a classificação na noite de quinta-feira graças à resiliência e à entrega para suportar a pressão na Neo Química Arena.

Uma combinação que vem pela estratégia de Paulo Pezzolano. O time não cansa de marcar e correr. A dedicação para cumprir o plano defensivo neutralizou o chuveirinho do Timão e garantiu a vaga, sacramentada mais uma vez por Bernabei.

O feito valoriza o trabalho. Afinal, o tão contestado Inter, que luta para não cair no Brasileirão, eliminou o atual campeão da Copa do Brasil, que desde 2021 não caía de forma tão precoce do torneio (terceira fase).

O Colorado se posicionou atrás. Sem Villagra, o fiador do sistema 5-3-2, Pezzolano promoveu a entrada de Paulinho. Montou um bloco em frente à área para minimizar os espaços para Garro e companhia atacarem.

Os paulistas abusaram do jogo aéreo. Maripán e Mercado corresponderam, assim como o restante do sistema defensivo. Afastaram o que puderam. Os dois gols sofridos tiveram origem em jogadas pelo alto, é verdade. As falhas, porém, vieram de Matheus Cunha.

O primeiro tempo, em que o Inter não finalizou, caminhava para o empate sem gols. Até que, aos 42 minutos, o goleiro espalmou para a frente um cabeceio de Gustavo Henrique e permitiu que o próprio zagueiro aproveitasse o rebote.

Ao voltar do intervalo, o Colorado deu um passo à frente. Aos seis minutos da etapa final, teve a primeira oportunidade. Alan Patrick arriscou de fora da área, mas longe do gol de Hugo Souza. O lance mostrou que o Inter poderia marcar e se aproximar da vaga.

Dito e feito. Sete minutos depois, Mercado rebateu o chutão de Raniele. Alan Patrick correu para dominar e, mesmo em disputa com Matheuzinho e Gabriel Paulista, rolou para Bernabei. O argentino mandou de primeira para fuzilar Hugo Souza.

O lateral-esquerdo (agora atacante) chegou a nove gols no ano e assumiu a artilharia da equipe – visto que Borré já foi embora. Fez mais que isso. Anotou o terceiro na Neo Química Arena, palco em que o camisa 26 se sente muito confortável para decidir.

A pressão das arquibancadas já não surtia o efeito esperado sobre o Inter.

A situação fez Diniz abrir mais o time. Pezzolano conseguiu o que era necessário para o Colorado render: o espaço para sair em velocidade, sempre com Bernabei.

– Me sinto muito bem com esta formação. Aproveitamos a transição e consegui converter. Estou muito feliz com o Inter nas quartas de final – vibrou o jogador.

O empate não durou muito tempo. Aos 24, Bidu cruzou. Matheus Cunha ficou perdido no meio do caminho. Pedro Raul veio por trás de Matheus Bahia e marcou de cabeça.

O Corinthians levantou ainda mais bolas à área, mas o Inter resistiu, seja pelos cortes da defesa ou pela sorte ao ver a bola carimbar a trave no chute de Matheuzinho.

Ali acabou o sonho dos comandados de Diniz. Era o momento de os visitantes comemorarem com a torcida, que cantava que Itaquera tinha virado o Beira-Rio.

O Inter volta às quartas de final após seis anos. Mais do que a classificação, sai da Neo Química Arena com a confirmação de uma identidade: um time que compensa limitações com entrega, organização e compromisso coletivo.

GE